quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

 

retalhos...meu diário

Kaká 1984 Kaká 1987



















Karl e Karlzinho com 15 dias Karlzinho 1984




















...retalhos...
27/04/2005.
Hoje é dia do meu aniversário!! Faço 59 aninhos!!! Estou, ainda, morando no Hotel, fez dois anos no dia 12/04. Para quem está de fora ( e não tinha casa para morar)parece uma maravilha morar num hotel, não é? Tem mordomias? Tem. Tem tudo pronto a tempo e a hora? Tem. Tem comida pronta, roupa lavada e passada, quarto arrumado, banheiro lavado e etc..? Tem. PORÉM TENHO TAMBÉM QUE:- Aceitar, depender e conviver com pessoas que não escolhi para fazerem parte da minha vida, do meu dia-a-dia!! Tenho que cruzar com os hóspedes, ilustres desconhecidos, toda vez que saio do meu quarto! Tenho que depender de pessoas que não tem nada a ver comigo!! Tenho que me vestir, descer até a recepção, esperar ser atendida (as vezes mais de 5 minutos), para pedir e tomar um cafezinho!! Eu não sou uma pessoa sociável! Busquei e consegui a paz na distancia do convívio dessa sociedade hipócrita quando fui morar no meu Paraíso, no meio do mato, com meus animais, com minhas ferramentas e na casa onde passei minha infância. Amo a solidão e nunca me senti só, porém o confinamento entre 4 paredes, fora do meu "habitat" é tortura!!!
Como eu vivia, de 12/1971 até 12/04/2003:- eu já vivia com Paulo, éramos artesões, expunhamos na praça da República em SP, no Embu SP e onde tivesse feira de artesanato; já estávamos morando no Poço Fundo (Recanto dos Pássaros). Por dois anos seguidos(não me lembro os anos), ganhamos um "stand" da "Secretaria de Fomento e Cultura de SP" para expormos na Feira de Utilidades Domésticas , fomos escolhidos por sermos um dos melhores (uma das) artesões da Praça da República. Na chácara vivíamos felizes! Tínhamos paz, silêncio, segurança, boa água, ar puro, frutas, legumes e verduras à vontade. Não durou muito meu "casamento" com o Paulo, nos separamos e continuei vivendo sozinha lá, isso em 1972.
04/05/2005. continuando... ...Eu tinha paz, tranqüilidade, segurança! Fazias minhas feiras em SP, Embu e Campinas, todos os fins de semana. Todos os dias as 15hs. eu tinha o compromisso de ir tomar café na chácara da Dna. Antonia (atual lote 24), depois disso eu voltava pra casa e depois de dar uma "passada" na horta e no pomar para colher fruta e/ou verdura para o jantar, regar, cuidar etc., eu entrava, já no fim do sol, e depois de fazer o que eu queria comer, do jeito que eu queria, por que queria comer aquilo daquele jeito (coisa que aqui no hotel não dá prá fazer, tenho que comer o que eles fazem, do jeito que fazem e fim), eu ia para o meu atelier trabalhar. Eu varava a noite trabalhando.Trabalhava com couro, metal, cerâmica, brincava com madeira, com pintura e etc. Depois que o galo cantava, logo o sol aparecia e eu ia dormir, umas 5:30hs.. Acordava 1/2 dia, +ou-, cuidava do que tinha que cuidar, gatos, cachorros, horta, casa, comida, roupa etc. e logo que dava 15 hs. eu ia na D. Antonia. Conversávamos, ríamos, éramos felizes, enfim.... Todo dia era quase tudo igual, mas sem rotina. Num dia uma flor abria, noutro virava fruto, logo era outra fruta, outra flor, outra verdura que eu plantava ou desabrochava ou fruta que amadurecia e eu colhia, dividia, comia, distribuia; eu sentia tanto orgulho quando dava, sempre a mais bonita, a mais viçosa verdura ou a fruta mais bela e dizia:- "Fui eu quem plantou!(e/ou) Foi meu pai quem plantou!" Não me lembro quantos anos morei sozinha (com todos os meus bichinhos). Lembro que alguns anos depois, começou um movimento diferente por lá. Falavam em acampamento de "peão", iam fazer uma "firma" na fazenda do Miha (japones dono da fazenda em frente de casa). Pra ir para Campinas fazer a feira no Sábado eu saía de casa na 6ª feira à noite, eu ia a pé de casa até Paulínia, onde tomava o onibus e a estradinha que eu passava atravessava o "alojamento dos peãos"!!! ...mas eu não tinha medo, nunca tive medo de nada (só de barata) botava minha mochila nas costas e ia embora. Eu era bonita!(?) Loira, olhos verdes, cabelo até a cintura (de pilão) e jovem!! Lembro que uma vez uns rapazes do alojamento me viram passar na estrada, pegaram um Volks e foram me oferecer carona, eram dois. Aceitei na hora, eram 5 km à pé! Logo que entrei, atrás, veio a gracinha:- "Uma florzinha não tem medo de morar sòzinha no meio do mato??!!"A resposta:-"A florzinha, tem armas e ordem do delegado para atirar!" segue a "gracinha":- ..."mas e na estrada, não tem medo?" e eu: - Na estrada eu levo isso." falei tirando do bolso uma navalha já aberta!!" Nunca mais ninguém mexeu comigo.
Em 75/76 "casei", com Karl H. J. Franz, pai dos meus dois filhos nascidos em 08/01/78 e 17/12/80 respectivamente. Tive muitos problemas com a saúde deles, levei mais de três anos para "equilibrar" os dois, e só consegui com tratamento homeopático, pois com alopatia, quanto mais tomava remédio pior ficava (o mais velho). Quando o mais novo nasceu eu já estava "escolada" com o 1º e foi mais fácil.
....continuando 13/05/2005.
passei anos terríveis com meus filhos sempre doentes, lembro também que muita coisa estava mudando. Não tinha mais tanta cigarra, antes era ensurdecedor o canto delas à tarde! Não tinha mais tanta formiga cortando as folhas! ...e uma coisa que lembrei agora:- Os besouros, também, quase sumiram! acho que não registrei isso tanto quanto as cigarras e as formigas porque tenho pavor de besouros e o fato deles quase sumirem foi tão bom que nem notei, tenho tendência para esquecer tudo que é ruim. (por isso tenho esperança de esquecer que a shell existe.01/06/05)

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