domingo, 25 de fevereiro de 2018

 

RECORDANDO.... mais uma vez em 25/02/2018

RECORDANDO... E

POSTAGEM DE 2006.
POSTEI NOVAMENTE EM 2008. 
E, MAIS UMA VEZ, HOJE, EM 2012.

FAZ-ME RIR!!!!!!

Recebi esse e-mail abaixo de um anônimo.
...leiam e eu vou responder para ele/a abaixo. 

posted by anonymous
"Pelo que vi nas fotos, sua chácara era bem simples.
Não seria o caso de a Shell te pagar o valor dela e vc reconstruir sua vida em outro local?
Essa de ficar em hotel faz vc e seus filhos perder a dignidade mais ainda.
Vcs estão se submetendo aos caprichos da empresa.
Quanto valia a chacara? Uns 100 mil. Com esse valor vc compra uma chácara melhor e se livra da Shell..."

Caro "anonymous"

A minha chácara tem mais de 4000m² , pomar formado, produzindo há mais de 30 anos e com 100 mil eu não compro nem uma casa, decente, aqui em Paulínia, que dirá comprar outra melhor e reconstruir nossa vida.
A Shell avaliou a minha chácara em mais de 100 mil,(hoje uns >150 mil). ...porém se a digníssima Shell, não tivesse desvalorizado o local com a contaminação e, anteriormente, na época da construção e instalação da mesma no local, não tivesse depreciado o bairro,atraindo casas de prostituição para lá, que, como todo empreendimento, buscam locais onde o custo benefício seja real (ninguém instalaria uma fabrica de gelo no Alasca) , o valor da minha chácara seria o mesmo de toda cidade de Paulínia.
Hoje uma chácara, bem simples, em Paulínia, em bairro popular, com a mesma metragem da minha, com pomar quase igual ao meu, casa com área construída menor que a minha, vale de 500 a 600 mil. Sem contar que essas chácaras não tem rio no fundo, não é em rua sem saída e PRINCIPALMENTE, não oferecem a mesma segurança que eu tinha na minha.
Se vc. leu meu blog todo deve ter visto que

eu vivi lá por 32 anos e nunca precisei trancar uma porta ou uma janela, para sair ou até mesmo para viajar.
Tem dinheiro que pague isso?

Com relação a perder a dignidade, tenha certeza que eu perderia, realmente, a dignidade se me submetesse ao que a Shell me impõe, que não é só viver no hotel

e sim me calar perante ao

CRIME CONTRA O MEIO AMBIENTE QUE ELA COMETEU

e aceitar a esmola que ela me oferece, sem questionar, como quase todos proprietários de lá fizeram. A Shell abanou uns milhõesinhos para êles e êles venderam as propriedades sem questionar nada, hoje, porém, perceberam que foram logrados, estão arrependidos, mas é, quase, tarde demais.

Quanto a minha chácara, ela é simples, toda chácara onde se trabalha, para se ganhar o pão, lidando com gado, com artesanato e com a terra, é simples; fui criada na cidade

( no Cambuí em Campinas, rua General Osório nº 1887,(casa própria) ) ,

no que, talvez, vc. classificaria como luxo, mas luxo, pra mim é pra quem é pobre por dentro, de espírito...

Tenho amigas que chegam dizer, que onde eu morava, pode ser considerado uma tapera, perto do que deixei na cidade, mas como minha mãe dizia:

"Tem quem gosta dos olhos e quem gosta da remela".

...e como eu sempre digo:- " O que é de gosto é regalo da vida". ...

e eu gosto de lá, justamente por ser do jeito que é, do jeito que eu sempre quis que fosse, pois se eu quisesse diferente, eu faria diferente.

MAS não é por isso que a Shell e você (que ñ conheço) tem o direito de por preço no que nunca esteve a venda, e eu não quero nada da Shell, quero apenas que ela me devolva tudo que me tirou, pague pelo crime contra o meio ambiente, apesar de que dinheiro não paga a paz, o amor e tudo que ela arrancou de mim.

AGORA, se, pra vc., 100 mil reais são o suficiente para reconstruir o que vc. tem, sorte sua , pois para reconstruir o que eu tinha lá (e ainda tenho, pois ñ vendi) não dá nem para o cheiro.

... e além disso, como já disse, vou brigar até o fim, não é justo o que essas Multinacionais vem fazendo no nosso País, pro nosso povo...

Não existe vitória sem luta. ...e garanto para você, que a Shell (nem ninguém), vai conseguir fazer com que eu e meus filhos percamos a dignidade, pois a dignidade faz parte do nosso DNA.
ciomara


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

 

MAIS UM CRIME QUE FICARÁ IMPUNE


Mineradora norueguesa tinha 'duto clandestino' para lançar rejeitos em nascentes amazônicas

alagamento na sede da Hydro Cred: Inspeção flagra alagamento de lama vermelha com alumínio na sede da Hydro Cred | Foto: Instituto Evandro Chagas© BBC Inspeção flagra alagamento de lama vermelha com alumínio na sede da Hydro Cred | Foto: Instituto Evandro Chagas
Além de um vazamento de restos tóxicos de mineração, que contaminou diversas comunidades de Barcarena, no Pará, a gigante norueguesa Hydro usou uma "tubulação clandestina de lançamento de efluentes não tratados" em um conjunto de nascentes do rio Muripi, aponta um laudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde.
Após negar irregularidades, a Hydro admitiu, em nota, a existência do canal encontrado por pesquisadores.
"Durante uma das vistorias, verificou-se a existência de uma tubulação com pequena vazão de água de coloração avermelhada na área da refinaria", afirma a empresa. "Conforme solicitado pelas autoridades, a empresa está fazendo as investigações necessárias para identificar a origem e natureza do material, bem como realizando a imediata vedação desta tubulação."
A multinacional produtora de alumínio, cujo acionista majoritário e controlador é o governo da Noruega, voltou ao noticiário brasileiro após a confirmação do vazamento, no último sábado, de uma barragem que continha soda cáustica e metais tóxicos, após chuvas fortes na região.
No ano passado, em meio a críticas do governo norueguês sobre o desmatamento na Amazônia, a BBC Brasil informou que a empresa devia R$ 17 milhões ao Ibama em multas por contaminação de rios da região em 2009.
"Houve duas constatações. Primeiro, transbordo de efluentes. Os níveis de alumínio nos rios estavam 25 vezes mais altos que os estabelecidos pela legislação. Segundo, o mais grave de tudo, a empresa fez uma tubulação para jogar resíduos diretamente no ambiente", disse à BBC Brasil o pesquisador em saúde pública Marcelo de Oliveira Lima, que assina o laudo oficial.
Segundo o especialista, "a população usa estas águas para recreação, consumo e captura de peixes", o que poderia levar a contaminação também para o solo e o organismo dos moradores. Resultados de testes feitos no cabelo e pele dos vizinhos à barragem devem ser divulgados nas próximas semanas.
Após denúncias feitas por moradores de comunidades próximas sobre o vazamento, a Hydro divulgou a seus clientes uma nota em que classificava o episódio como "boato", afirmando que "não houve vazamentos ou rompimentos" nos depósitos.
Após ser informada sobre o laudo oficial, entretanto, a empresa norueguesa disse, em nota enviada à BBC Brasil, que "tem o compromisso de corrigir qualquer problema que possa ter sido causado pela sua operação".
reunião de moradores: Moradores se reuniram em audiencia pública nesta sexta-feira para discutir contaminação na região | Foto: Divulgação© BBC Moradores se reuniram em audiencia pública nesta sexta-feira para discutir contaminação na região | Foto: Divulgação
"A Hydro Alunorte informa que está providenciando imediatamente o fornecimento de água potável para as comunidades de Vila Nova e Bom Futuro, com apoio da Defesa Civil. A empresa se compromete a colaborar com as comunidades, onde foram coletadas as amostras pelo Instituto Evandro Chagas, para encontrar soluções de acesso permanente à água potável, em conjunto com as partes interessadas", afirma a companhia.
Questionada sobre a tubulação clandestina apontada pelo laudo e sobre a nota em que negava o vazamento, a empresa disse que aguarda receber o laudo oficial para comentá-lo.
Procurado, o governo norueguês afirmou que não conseguiria responder às perguntas enviadas pela reportagem em tempo hábil.
Barcarena x Mariana
Nesta sexta, o Ministério Público Federal e do estado do Pará enviaram à empresa um documento que solicita que uma das bacias da empresa seja imediatamente embargada.
Segundo os órgãos, há risco de rompimento da bacia, o que despertou temor por uma tragédia semelhante à de Mariana (MG), em 2015, quando um mar de lama cobriu municípios e se espalhou pelo rio Doce até chegar ao oceano.
"Uma das bacias sequer tinha licença para operar. Estamos recomendando desde o fornecimento de água, uma vez que o Evandro Chagas constatou que essa água não é própria para o consumo", afirmou a promotora de justiça agrária Eliane Moreira, em entrevista coletiva.
Igarapé do Dendê coberto por lama vermelha as margens de comunidades | Foto: Divulgação© BBC Igarapé do Dendê coberto por lama vermelha as margens de comunidades | Foto: Divulgação
À BBC Brasil, o geógrafo Luiz Jardim, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), disse que as barragens de Mariana e de Barcarena "têm naturezas distintas".
"Enquanto a da Samarco, em Mariana, era para lavagem de minério, a da Hydro, em Barcarena, é industrial, e guarda os resultados tóxicos da transformação da bauxita em alumina. Ela já pressupõe a existência de produtos químicos que fazem parte desta transformação, já que a limpeza dos minérios é feita antes, em Oriximiná."
Para Jardim, que integra o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, que reúne 110 organizações ligadas ao tema, o risco de inundação em Mariana era maior graças ao relevo mineiro.
"Em Mariana, a barragem é muito mais alta do ponto de vista de relevo, em relação à declividade da Amazônia, onde há uma planície fluvial. Então a força do rompimento, caso ele ocorra, será menor. O que é central no caso de Barcarena é o potencial mais alto de contaminação dos rejeitos", avalia.
'A gente não quer migalha'
Em junho do ano passado, a BBC Brasil revelou que a empresa controlada pelo governo norueguês é alvo de uma série de denúncias do Ministério Público Federal (MPF) do Pará e de quase 2 mil processos judiciais por contaminação de rios e comunidades de Barcarena (PA).
Segundo o Ibama, a empresa não pagou até hoje multas estipuladas em R$ 17 milhões, após outro transbordamento de lama tóxica, em 2009. Ainda de acordo com o instituto, o vazamento na época colocou a população local em risco e gerou "mortandade de peixes e destruição significativa da biodiversidade".
O trauma com o último vazamento trouxe pânico a moradores de comunidades próximas à sede da empresa, localizada em área de difícil acesso na floresta amazônica.
lama contaminada escorrendo da empresa norueguesa: Peritos flagraram enxurrada de lama contaminada escorrendo da sede da empresa norueguesa em Barcarena | Foto: Instituto Evandro Chagas© BBC Peritos flagraram enxurrada de lama contaminada escorrendo da sede da empresa norueguesa em Barcarena | Foto: Instituto Evandro Chagas
"Esse não é o primeiro vazamento. O de 2009 impactou demais", diz à reportagem Sandra Amorim, moradora da comunidade quilombola sítio São João, que fica a um quilômetro da bacia da Hydro.
"Primeiro eles negaram. Depois do laudo, dizem que teve vazamento. Eles prometeram agora que vão começar a distribuir água mineral potável e comida. Isso não é suficiente pra gente. A gente não quer migalha. A gente quer essa situação resolvida", afirmou.
A moradora prossegue, dizendo que "tem pessoas com coceiras pelo corpo e gente ficando doente" na comunidade.
Não há confirmação oficial sobre contaminação de moradores da região afetada até que os testes feitos por peritos sejam divulgados. O laudo recém-divulgado pelo Instituto Evandro Chagas aponta que a concentração de elementos como alumínio, chumbo, sódio e nitrato e alumínio nos rios da região extrapolaram os limites estipulados pelo Ministério da Saúde.
O pH registrado nas águas foi 10 - extremamente alcalino, em decorrência do derrame de soda cáustica, usada no processo de beneficiamento da bauxita, matéria-prima do alumínio.
Rastro de poluição
A Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) afirmou, em nota, que vai pedir o afastamento do secretário de Meio Ambiente do Pará, Thales Belo, e intervenção judicial na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), após a constatação da tubulação clandestina na região.
"Causou indignação especial a constatação pelos pesquisadores do IEC da existência de um dreno 'clandestino', por onde a empresa, com a aquiescência da Semas, drenava rejeitos quando as chuvas se intensificavam", diz o órgão.
Graças a uma rede de abastecimento de água que atende a apenas 40% da população local, os rios e poços artesianos são a principal fonte de água na região da pequena Barcarena - que viu sua população crescer em ritmo três vezes mais rápido que o do resto do país nos últimos 40 anos graças aos empregos gerados por mineradoras que se instalaram na região.
Duto clandestino encontrado por pesquisadores despeja material tóxico em nascentes | Foto: Instituto Evandro Chagas© BBC Duto clandestino encontrado por pesquisadores despeja material tóxico em nascentes | Foto: Instituto Evandro Chagas
Formado por dezenas de ilhas e igarapés, o município experimenta crescimento desordenado desde que se tornou um importante exportador de commodities minerais (bauxita, alumínio e caulim), vegetais (soja) e animais (gado vivo).
"O histórico de acidentes ambientais em Barcarena é impressionante, uma média de um por ano", disse à BBC Brasil, em junho passado, o procurador da República Bruno Valente, que assina uma ação civil pública movida em 2016.
"O transbordamento de lama da bacia de rejeitos da Hydro afetou uma série de comunidades em 2009 e até hoje nunca houve uma compensação ou pagamento de multa", afirmou.
Dono de 34,3% das ações da megaprodutora mundial de alumínio, o governo da Noruega ganhou manchetes em todo o mundo no ano passado, após criticar publicamente o aumento do desmatamento na Amazônia.
Despertando constrangimento na primeira visita oficial do presidente Michel Temer à Noruega, o país anunciou, na época, um corte estimado em R$ 200 milhões nos recursos que repassa ao Fundo Amazônia, destinado à preservação ambiental.



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

 

TV AFIADA!!!





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